Publicada em: 31/03/2019 | 269 Visualizações

: Jandaíra, as mulheres de duas comunidades têm um dia especial com a participação da Polícia Militar.







A Polícia Militar da Bahia, através da Sexta Companhia Independente, participou de um dia com ações direcionadas ao público feminino, nessa terça-feira, 26 de Março. Onde profissionais da rede de proteção e da rede de atendimento se uniram em prol de mostrar as mulheres da zona rural dos povoados, Monte Belo e Cachoeira do Itanhi, às margens da Linha Verde, que elas têm dispositivos legais e uma estrutura de Estado à disposição.

O secretário de saúde, Isaías Souza , deixou claro que não medirá esforços de levar todo aparato necessário para atender nas Unidades Básicas de Saúde vítimas de violência doméstica e familiar. A equipe composta profissionais de saúde: médico, enfermeiros e psicólogos. A prevenção foi o tema que iniciou as palavras do Dr. Carlos Miguel que chamou atenção para os exames preventivos que é primordial para a cura de qualquer doença, citando como exemplo o câncer de mama. A psicóloga, Maíra Dias, realizou dinâmicas com o público presente mostrando da importância de cada um na comunidade e que as mulheres precisam se valorizar e explicou da importância de buscar atendimento do profissional de psicologia.

O auto-amor foi um tema salientado pela enfermeira, Luana Borges, que leu uma mensagem onde reforçava a necessidade da mulher se preocupar em buscar sua facilidade antes de qualquer outra coisa. Emocionada a enfermeira, Ana Paula, relatou que luta bastante para que nos locais que atende essas mulheres não sofram violência doméstica e familiar, principalmente a violência psicológica. Afirmando a impotência da Polícia Militar levar ao conhecimento de todos que a lei vigora em todo país, independente de see um local distante como é o caso de Monte Belo.

Os policiais militares, Cabo PM Marcos e o Soldado PM Balbino, comentaram sobre a rede de proteção que envolve Polícia Militar e Civil, Ministério público e o Judiciário. As palavras proferidas eram de modo que encorajassem as mulheres a confiarem nas instituições, com isto denunciando os casos de violência doméstica e familiar, seja física, psicológica, moral, patrimonial ou sexual. Orientando que não vale a pena ficar sofrendo caladas essas violências, pois a qualquer momento pode acontecer o pior que é o feminicídio, onde o agressor tira a vida da mulher. Portanto, para não acontecer esse mal maior é denunciar.

Salientando também que o fato de a cada dia aumentar os casos de ocorrência envolvendo esse tipo de violência não significa que antes da lei não existia violência doméstica e familiar, pelo contrário existia, porém não eram registradas. No entanto após o ano 2006, que surgiu a lei 11.340(Lei Maria da Penha), as vítimas tiveram a coragem de denunciar seus agressores, onde começou a contabilizar os dados, gerando estatísticas. Fora lembrado que a Bahia, há quatro anos, possuí a Operação Ronda Maria da Penha que protege as assistidas evitando que os agressores descumpram as medidas protetivas de urgência.

Por fim, foram realizados sorteios de brindes e disponibilizados lanches para todos que participaram da ação.


6ªCIPM/CPRL: PROTEGER E SERVIR




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